A terra do Glacial Perito Moreno alberga mais gigantes de gelo, lagos deslumbrantes, o célebre Fitz Roy e amplas costas de mar turquesa. Sulcada pelos ventos, sua paisagem imensa e selvagem convida à descoberta.
A província constitui o extremo continental sul da República Argentina, na região patagônica. Insere-se de forma de cunha, recebendo a influência de duas massas extremamente importantes: a Atlântica e a Pacífica. Divisa ao norte com a província de Chubut; ao oeste com Chile, ao sul com Chile e o Estreito de Magalhães e ao leste com o Oceano Atlântico.
A superfície total é de 243.943 Km2. É a segunda província em extensão depois de Buenos Aires. Sua capital é a cidade de Río Gallegos. Outras cidades importantes são Río Turbio, Puerto San Julián, El Calafate e Caleta Olivia, para mencionar algumas.
A Universidade Nacional da Patagônia Austral tem sede nas cidades de Río Gallegos, Caleta Olivia, San Julián e Río Turbio. Com mais de 30 cursos de graduação e pós-graduação, ano a ano aumenta a quantidade de estudantes que a elegem.
Suas terras albergam um dos ícones do turismo na Argentina, o Glacial Perito Moreno, visitado a cada ano por turistas de todo o mundo. Porém, este gigante de gelo não é seu único atrativo: lagos deslumbrantes, mais e mais glaciais, picos montanhosos, covas com mãos milenares, um bosque petrificado, a estepe patagônica, chácaras e estâncias, praias com alcantilados e o oceano azul mais turquesa que se possa imaginar.
GEOGRAFIA
O território compreende duas zonas bem diferenciadas: a da cordilheira, ao oeste e a das mesetas no centro e o leste. Na Cordilheira dos Andes, apoio do limite com Chile, erguem-se cumes como o Fitz Roy, de 3.405 metros e no cerro Agassiz de 3.180. Estão nela numerosos lagos, como o Buenos Aires, Pueyrredón, San Martín, Viedma e Argentino. Uma característica desta região é o grande desenvolvimento glacial e os campos de gelo continental que cobrem, como uma couraça branca, a parte central da cordilheira. Mais de 2.000 Km2 destes campos de gelo estão em território provincial. Dele se desprendem imensos glaciais, como o Viedma, o Upsala e o Perito Moreno.
Ao leste da zona da cordilheira predominam os relevos das mesetas como a grande meseta central. Também erguem-se alguns cerros isolados e algumas depressões, denominadas baixos, como o Grande Baixo de San Julián. A meseta termina na costa atlântica, com um elevado alcantilado em que somente interrompem as desembocaduras dos grandes rios que correm em direção oeste-leste, como o Deseado, o Chico, o Santa Cruz, o Coig e o Gallegos.
Conta com uma temperatura média de 8,99º C., velocidade média do vento 24 Km/hora, precipitação média anual de 255 mm.
HISTÓRIA
Antes da chegada dos europeus, o atual território santacruceño estava ocupado por populações indígenas –pertencentes ao complexo cultural tehuelche–, nômades e caçadores de guanacos e choiques. Durante o verão, estes habitavam na cordilheira livre de neves e no inverno, na costa. Foi precisamente na costa onde Magalhães os encontrou.
Quando começou a insinuar-se o interesse de outras potências coloniais pelo extremo austral da América, Espanha projetou garantir sua presença no Atlântico Sul. A longa lista de explorações foi iniciada em 1520 por Magalhães. Em 1578, quando o pirata inglês Francis Drake percorreu a zona e atravessou o estreito de Magalhães para assaltar vários portos espanhóis do Pacífico, Pedro Sarmiento de Gamboa foi comissionado para fortificar ambas margens do estreito, e assim fechá-lo para a navegação inglesa.
Em 1878, a criação da governação da Patagônia com capital em Viedma, sentou as bases definitivas da soberania nacional. A lei orgânica dos Territórios Nacionais de 1884 subdividiu a governação patagônica nas governações de Neuquén, Río Negro, Chubut, Santa Cruz e Tierra del Fuego. Em 1955 foram criadas as províncias de Río Negro, Neuquén, Chubut e Patagônia. Esta última compreendia o território de Santa Cruz, Tierra del Fuego, as ilhas do Atlântico Sul e o Setor Antártico Argentino. Em 1957, adquiriu o estatuto de província.
ECONOMIA
Baseia-se principalmente na extração de petróleo, gás butano e metano. Tem abundantes reservas naturais, com demanda sustentada.
A pesca evoluiu significativamente: merluza, pota –semelhante à lula, camarão, corvina e lula são alguns dos produtos mais comuns.
Na mineração, explora-se ouro no Cerro Vanguardia com uma importante produção, e ouro com prata na mina de Manantial Espejo. Tradicionalmente a exploração de minérios era de carvão (hulha) nas minas de Río Turbio, argilas e caulins na zona de San Julián e a exploração de salinas para uso doméstico.
Outro ramo característico é a pecuária com criação de ovinos. Possui além disso no setor industrial, unidades elaboradoras e conservadoras de peixe e seus derivados.
A província de Santa Cruz é pioneira a nível mundial no uso de energias alternativas renováveis: a grande amplitude das marés -que se verifica, com macaréus- principalmente nas rias e estuários é fonte de grande potencial para obter energia mareomotriz.
Embora as condições climáticas tenham restringido a agricultura tradicional, a província está obtendo interessantes produções de frutas ácidas (cereja, framboesa, calafate, morango) e alho.
Outro grande fator da economia santacruceña é o turismo, em especial em sua modalidade de aventura.
OS IMPERDÍVEIS
Parque Nacional Los Glaciares
47 glaciais ocupam 2.600 km2 na zona andina da província. Foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. O mais célebre é o Perito Moreno, contudo o Upsala, Onelli, Spegazzini ou Torre também deixarão seus visitantes maravilhados. Ao norte do parque está o Cerro Fitz Roy, ponto iniludível para alpinistas e devotos do trekking.
O Calafate e o Glacial Perito Moreno
Para muitos, a oitava maravilha do mundo. É o mais famoso do Parque Nacional Los Glaciares. Com uma extensão de 4 km de largura por 60 metros de altura, seu imutável branco apenas é sacudido por quedas a cada 2 ou 4 anos que chamam a atenção de todo o mundo. O Calafate é o ponto de partida para visitar todos os glaciais com uma sólida infra-estrutura turística.
Parque Nacional Perito Moreno
Está coberto por coirones, mata torcida e marcado pela grandiosidade de cumes montanhosos nevados. Compreende uma série de lagos unidos entre si que deságuam finalmente no rio Belgrano. Os lagos são: Mogote, Península, Azara, Volcán, Escondido, Belgrano, Burmeister e Nansen. Cavalgatas e trekking, a melhor opção para descobri-lo.
Cova das Mãos
Alberga a maior concentração de pinturas rupestres do país: em 600 metros de paredões, beirais e a própria cova, distribuem-se 800 eslaides de mãos com cores vivas. Está situada no centro-norte da província, perto da cidade de Perito Moreno, limitando com o parque homônimo.
El Chaltén e o Fitz Roy
Esta jovem cidade foi declarada Capital Nacional do Trekking. E não é para menos. Com o Fitz Roy e o Parque Nacional Os Glaciais como cenário, a variedade de caminhadas, escaladas e passeios é praticamente infinita e diferente em cada estação do ano. Está em vias de converter-se na estrela do turismo na província.
Parque Nacional Monte de León
A 210 Km. de Río Gallegos, uma formação geomorfológica lembra a figura de um leão escondido. Trata-se de uma península desgastada pelo vento e o mar, orientada em direção ao Atlântico. Convivem uma notável colônia de Pingüins de Magalhães e junto às águas, a cada primavera, podem ser observados duas paragens de lobos marinhos de um pêlo.
Puerto Deseado e as Baías
Sua geografia deu à zona muitos lugares de interesse para o viajante. Seja visitando a Reserva Natural Ria Deseado (um lugar único onde convivem cormorões e pingüins), ou as ilhas Quiroga, Chaffers, de los Pájaros e Punta del Paso; ou el Cabo Blanco com seu farol e alcantilados borrascosos; ou as baías Laura, Oso Marino e Cañadón del Duraznillo, Puerto Deseado é um ponto obrigatório.
Bosque Petrificado
Desde Caleta Olivia, na entrada norte da província e sobre o litoral, ingressa-se ao Monumento Natural Bosques Petrificados, um dos melhores expoentes do processo de petrificação sobre antiqüíssimos bosques patagônicos, em uma extensão de 61.228 ha.
Históricos portos e museus
Declarados lugares de interesse histórico, os portos propõem ao visitante um visão diferente da cultura patagônica e dos primeiros navegantes que chegaram: el Puerto Santa Cruz; Puerto Deseado, descoberto em 1520 por Magalhães; a Ilha Pavón, onde habitou a primeira mulher branca da Patagônia e Puerto San Julián, onde chegou o famoso pirata inglês, Francis Drake.
Turismo rural: estâncias
A estância representa uma parte importantíssima da história viva desta região. Atualmente, oferecem ao visitante todos seus mistérios, histórias e tradições. Destaca-se o atendimento exclusivo e personalizado, bom gosto e contato com a natureza, em um ambiente de conforto e hospitalidade patagônica que se conjugam para que sua estada na província seja uma experiência inigualável.
Os Antigos
Sobre o Lago Buenos Aires e com a Cordilheira de fundo, este pequeno povoado é um destino iniludível para pescar trutas, salmões e percas em suas águas transparentes ou degustar sua exclusiva produção de frutas finas. Também é um bom ponto para chegar até a Cova das Mãos.
FOTOGALERIA
Fuente: www.pt.argentina.ar
viernes, 28 de mayo de 2010
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